sábado, 3 outubro, 2026
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Brasil também se destaca na produção e exportação de proteínas animais

Se destacar na produção e exportação mundial de grãos já seria feito espetacular do agronegócio brasileiro, considerando os desafios da agricultura moderna, mas o setor vai mais longe liderando também a produção e exportação de proteínas animais. Estudo da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), revela que a produção brasileira de carnes superará 34 milhões de toneladas em 2026/2027, ressaltando a capacidade do agricultor e trabalhador rural do País, fertilidade, topografia e recursos hídricos do solo e modernidade da tecnologia do agronegócio nacional. Como resultado prático de atividades corretas de produtores, técnicos, pesquisadores e trabalhadores rurais brasileiros, a Conab projeta novos recordes na produção e exportação nacional de carnes bovina, suína e de frango. A conquista de espaços no mercado internacional de proteína animal, atendendo exigências e preferências de consumidores de países do mundo inteiro, exigiu muito do agronegócio brasileiro, premiando com justiça a dedicação e profissionalismo do produtor nacional.

Conforme a Conab, a avicultura e a suinocultura puxam o crescimento do setor em 2026 e 2027. No período, a oferta nacional de carnes de frango, bovina e suína, deve atingir 34,08 milhões de toneladas em 2026, com crescimento de 2% em relação ao ano anterior. Para 2027, se espera nova alta para 34,26 milhões de toneladas. O impulso é sustentado pelo dinamismo da avicultura de corte e suinocultura, garantindo estabilidade no abastecimento interno e ritmo aquecido nas exportações. A carne de frango, com produção em 2026 de 16,30 milhões de toneladas, 3,1% a mais do que no ano anterior, em 2027 será de 18,20 milhões de toneladas ou 11,5% a mais do que em 2026. As exportações previstas são de 5,80 milhões de toneladas ou 0,8% mais do que em 2026. Compras por grandes parceiros internacionais impulsionam os embarques com crescimento de 11,5%. Já a disponibilidade interna de carne de frango crescerá para 10,9 milhões de toneladas até 2027.

Na carne bovina, a produção em 2026 será de 11,84 milhões de toneladas, com exportações de 4,73 milhões de toneladas, ou 4,5% a mais do que no ano anterior. Já a produção estimada para 2027 é de 11,41 milhões de toneladas, com exportações de 4,84 milhões de toneladas ou 2,4% a mais do que no ano anterior. Na produção de carnes bovinas, houve no País a inversão no ciclo pecuário. Assim, iniciou a trajetória de retração da produção nacional em 11,84 milhões de toneladas em 2026, que deverá cair para 11,41 milhões de toneladas em 2027, devido ao aumento da retenção de fêmeas para recomposição de rebanho. Na carne suína, a produção em 2026, será de 5,93 milhões de toneladas, com exportações de 1,58 milhão de toneladas ou 4,8% a mais do que ano anterior. A produção em 2027, será de 6,15 milhão de toneladas ou 3,7% a mais do que no ano anterior com exportações de 1,65 milhão de toneladas ou 4,4% a mais do que em 2026, graças aos ganhos de produtividade e expansão do plantel. A suinocultura nacional apresentou ganhos de produtividade nos últimos anos, com aumento do plantel de matrizes e maior eficiência nas granjas, que sustentaram altas contínuas no consumo interno de carne suína, que deverá atingir 4,52 milhões de toneladas em 2027, o mesmo ocorrendo com as remessas ao exterior. O Oeste do Paraná é um bom exemplo do crescimento da produção de grãos e proteínas animais.

*O autor é deputado federal pelo Paraná e ex-chefe da Casa Civil do Governo do Estado

E-mail: dilceu.joao@uol.com.br

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