O deputado federal e pré-candidato ao Governo do Paraná pelo PSD, Sandro Alex, afirmou na noite desta segunda-feira (22), em Curitiba, que o combate à corrupção deve ser encarado como um princípio fundamental da vida pública e não como uma plataforma eleitoral. A declaração foi feita durante encontro com milhares de apoiadores ligados ao setor do esporte, realizado em alusão ao Dia Nacional do Esporte.
Ao defender que a integridade é um requisito básico para o exercício dos cargos públicos, Sandro afirmou que o debate sobre o futuro do Paraná deve estar centrado na capacidade de gestão, na qualidade das equipes e na continuidade das políticas responsáveis pelo atual ciclo de desenvolvimento do Estado.
“Combater a corrupção não é plano de governo, é princípio do homem público. É requisito essencial”, afirmou Sandro durante o evento, que reuniu atletas, dirigentes esportivos, prefeitos, parlamentares e lideranças políticas.
Ao relembrar sua trajetória na Câmara dos Deputados, Sandro destacou sua atuação no Conselho de Ética que analisou o processo contra o então presidente da Câmara, Eduardo Cunha. O parlamentar lembrou que seu voto foi determinante para a cassação e prisão de Cunha, aprovada em 2016 por quebra de decoro parlamentar. “Eu fui combativo. Combati a corrupção e não envergonhei o Paraná”, afirmou.
Na sequência, ressaltou que a discussão sobre a sucessão estadual deve ir além da pauta ética e considerar a capacidade de gestão, a experiência administrativa e a existência de uma equipe preparada para dar continuidade ao planejamento do Estado.
Indicado pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior como pré-candidato do grupo governista à sucessão estadual, Sandro também procurou associar o discurso ético à defesa da continuidade administrativa. Segundo ele, o Paraná não precisa de um substituto, mas de um sucessor capaz de manter o ritmo de desenvolvimento econômico e social alcançado nos últimos anos.
Ex-secretário estadual por mais de sete anos, período em que comandou um dos maiores ciclos de investimentos em infraestrutura da história do Paraná, Sandro afirmou que a sucessão estadual deve ser discutida a partir da capacidade de gestão e da qualidade da equipe responsável por conduzir o Estado.
À frente da área, ele coordenou obras estruturantes como a Ponte de Guaratuba e a segunda ponte internacional entre Brasil e Paraguai, em Foz do Iguaçu, além da execução de mais de mil quilômetros de rodovias em concreto em diferentes regiões do Paraná.
No mesmo evento, Ratinho Junior reforçou o discurso de continuidade ao afirmar que sua responsabilidade como governador é entregar o Estado “nas mãos de quem tenha espírito público” e compromisso com a manutenção das políticas públicas implantadas nos últimos anos.
“Tenho a responsabilidade de deixar o Estado nas mãos de quem eu acredito e de quem eu tenho certeza que não vai pegar o Estado apenas como um troféu para alimentar o seu ego”, afirmou o governador.


