Em audiência pública da Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado Federal, realizada nesta terça-feira (5), em Brasília, a Copel detalhou os investimentos da companhia e estratégias de suporte energético ao setor produtivo paranaense. A reunião atendeu a requerimento do senador Sérgio Moro para tratar de questões relacionadas ao fornecimento de energia no Estado.
Na audiência, o diretor-geral da Copel Distribuição, Marco Antônio Villela de Abreu, destacou o programa Copel Agro, entre as inciativas da companhia para fortalecer o desenvolvimento da agroindústria com a oferta de energia estável e de qualidade.
“O Copel Agro nasceu de um alinhamento conjunto com as entidades do G7, que representam o setor produtivo paranaense. O programa foi criado para dar respostas rápidas com foco nas demandas por energia e necessidades do agro apresentadas pelos produtores rurais”, afirmou Villela.
A apresentação foi feita aos senadores da comissão, com a participação da superintendente adjunta de Fiscalização Técnica dos Serviços da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Ana Claudia Cirino dos Santos; do secretário Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça e Segurança Pública (Senacon), Ricardo Morishita e de lideranças de entidades de classe do Paraná que compõem o G7: Sistemas Faep, Fiep e Ocepar.
O Copel Agro está operando desde 6 de abril, com atendimento exclusivo e dedicado aos produtores rurais, prioritariamente da cadeia de proteína (frango, leite e peixe), com a atividade registrada no Cadastro do Produtor Rural (CAD/PRO) do Estado do Paraná. O novo programa é dirigido a cerca de 76 mil de clientes com este perfil de consumo atendidos pela Copel.
Ciclos de investimentos
Na apresentação à Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado Federal, o diretor-geral da Copel Distribuição, Marco Antônio Villela de Abreu, também pontuou a evolução na escala de investimentos da companhia que a colocam como a quarta maior distribuidora do Brasil.
No ciclo de investimentos de 2016 a 2020, o porte de recursos em melhorias na rede elétrica foi de 4,3 bilhões. Entre 2021 e 2025 este valor cresceu 2,5 vezes, chegando a 10,5 bilhões investidos em obras, ampliações e novas subestações. Só entre 2024 e 2025 foram entregues 19 novas subestações de energia; 95 ampliações e 503 quilômetros de linhas de Alta Tensão para o benefício de 1,8 milhão de clientes.
Para o novo ciclo de investimentos, no período de 2026-2030, a Copel prevê o aporte de R$ 13,4 bilhões em obras de distribuição de energia. Ao final dos cinco anos, serão entregues 50 novas subestações de em todo o Paraná, além de 88 ampliações e 30 obras de modernização de subestações e mais 1.200 quilômetros de novas redes de alta tensão. No quadro de investimentos do quinquênio, a prioridade da Copel está na maior robustez da rede elétrica.

