Tenha uma atitude positiva em relação ao dinheiro. Uma maneira é considerar o dinheiro como dádiva, é pensar nele como uma ferramenta que deve ser usada em benefício de toda a família.
Podemos figurá-lo como essas grandes serras, destinadas ao corte de enormes árvores, que exige esforço de duas pessoas. O dinheiro em uma casa é como uma serra que deve ser manejada simultaneamente pelo marido e pela esposa. A atitude consciente em relação ao dinheiro, o levará a obter coisas úteis, contribuindo ainda para o alcance de outros valores importantes.
Aprenda a ser feliz com o que você tem. Algumas pessoas pensam que se tivessem mais dinheiro seriam mais felizes. No entanto, uma família rica, pelo simples fato
de possuir mais dinheiro não é necessariamente mais feliz do que outra de recursos menores.
Existem muitos valores na vida que não podem ser comprados com dinheiro, como por exemplo: a alegria da maternidade, a amizade, o amor, a compreensão, o carinho e muitos outros sentimentos que não custam nada, mas que nos tornam muito felizes.
Harmonize a relação casamento/dinheiro – A relação entre dinheiro e casamento pode ser facilmente comprovada. Quando colocada como fator de desajustamento
conjugal, percebe-se logo que o problema não está ligado à quantidade de dinheiro que se tem, mas ao destino que é dado ao mesmo. As desavenças surgem quando o casal discorda da maneira de usar o dinheiro. Desde o momento em que esta incompreensão deixa de ser uma simples tomada de decisão e passa a ser hábito de gastar, começam os desentendimentos.
Reúna a família para conversar. Muitas famílias não conversam sobre dinheiro enquanto os problemas não aparecem: não há dinheiro para as compras do dia, o cobrador espera a chegada do marido do trabalho, despesas imprevistas obrigam a família a contrair um empréstimo. Analisar esses problemas em conjunto e planejar o orçamento da família é o único caminho para evitar esta situação. Planejar juntos é a melhor solução. É muito importante que a família aprenda a planejar o orçamento em conjunto. Ninguém tem exatamente o mesmo ponto de vista de como empregar o dinheiro. Agindo com sabedoria, marido, esposa e filhos poderão se entender mutuamente, aprendendo a respeitar compromissos e a construir uma sólida estrutura financeira.
Anote as despesas diariamente. Toda família deve participar do planejamento do orçamento doméstico e uma pessoa deve se encarregar de tomar nota de todas as despesas. Isto facilita o controle. No entanto, tomar nota não significa controlar as pessoas. Avaliar se os gastos foram corretos ou não compete a toda a família, que deve analisar e avaliar cuidadosamente as despesas anotadas.
Você compra por impulso? Uma das sérias ameaças ao controle da vida financeira é comprar impulsivamente. Um estudo cuidadoso para saber onde é gasto o dinheiro é a melhor maneira de controlar um impulso de gastar. Quando você compra por impulso, satisfaz apenas uma vontade momentânea que na hora lhe parece muito boa, porém, mais tarde verá que aquela compra não era tão necessária e poderia ter sido evitada.
Descubra onde está o centavo que falta. Você conhece o centavo vadio? É aquele que parece voar… é o centavo que você gasta sem saber onde. Na próxima reflexão vamos falar sobre metas financeiras.
* Filósofo e teólogo – professor de filosofia, antropologia e história.
Professor da Rede Estadual de Educação
pardinhorama@gmail.com

