Viver como se já estivéssemos vivendo a nossa segunda chance é o que recomenda a psicóloga austríaca Elisabeth Lukas. Viver uma vida em que a perspectiva final não seja a morte, mas a ressurreição, é viver como se já estivéssemos em nossa segunda chance. A promessa da ressurreição não nos qualifica para uma esperança qualquer – é esperança viva que tem raízes no próprio Deus. Por causa dessa esperança é possível viver com uma alegria “que as palavras não podem descrever” (v. 8b).
Por causa de sua grande misericórdia, ele nos deu uma grande nova vida pela ressurreição de Jesus Cristo. Por isso, o nosso coração está cheio de uma esperança viva.(v.3)
O texto fala também do ouro que passa pelo fogo, mas anuncia: “Da mesma maneira, a fé que vocês têm, que vale muito mais do que o ouro, precisa ser provada para que continue firme” (v. 7b). Na provação, começamos a duvidar da força da esperança que nos é anunciada. Todavia, quando conseguimos olhar para trás, vemos que não estivemos sozinhos. O Senhor guardou-nos por meio do seu poder (v.5). Se não saímos mais fortes, padecemos em vão! É como passar o ouro pelo fogo e ainda deixá-lo com as impurezas. Um paciente, certa vez, me disse: “Antes eu perguntava: por que comigo? E sofria. Agora penso: para que estou passando o que estou passando?”.
Semana passada refletimos e concluímos que é possível experimentar, assim como as mulheres que foram ao túmulo de Jesus, o assombro da alegria que não cabe em palavras.
* Filósofo e teólogo – professor de filosofia, antropologia e história.
Professor da Rede Estadual de Educação
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