sexta-feira, 30 outubro, 2026

Amapá ganha destaque na exploração de petróleo da Margem Equatorial

Descobertas no poço Morpho reforçam o potencial da Bacia da Foz do Amazonas, mas a exploração ainda depende de estudos de viabilidade e licenciamento ambiental.

O litoral do Amapá passou a ocupar posição central no debate sobre a nova fronteira petrolífera brasileira após a Petrobras anunciar três descobertas sucessivas no poço Morpho, no bloco FZA-M-59. A área fica em águas profundas da Bacia da Foz do Amazonas, uma das cinco bacias sedimentares que formam a Margem Equatorial.

A faixa marítima se estende por cerca de 2,2 mil quilômetros, do Rio Grande do Norte ao Amapá. A Bacia da Foz do Amazonas é considerada especialmente promissora por apresentar formações geológicas semelhantes às encontradas na Guiana e no Suriname. Estimativas citadas pelo G1 indicam potencial de até 10 bilhões de barris recuperáveis.

As amostras coletadas no Amapá apontaram a presença de óleo leve, produto de maior valor comercial e processamento mais simples que o petróleo pesado. A Petrobras prevê investir entre US$ 2,5 bilhões e US$ 3 bilhões em estudos e perfurações na Margem Equatorial até o fim da década.

O avanço, porém, exige avaliação técnica e ambiental rigorosa. Correntes marítimas fortes, recifes, manguezais e a distância da costa aumentam a complexidade dos planos de prevenção e resposta a acidentes. O Ibama exige estrutura aérea e naval para resgate de fauna e contenção de eventuais vazamentos.

Se a viabilidade comercial for confirmada, o Amapá poderá receber royalties e investimentos em infraestrutura. Antes disso, a Petrobras ainda precisa analisar dados sísmicos e laboratoriais para dimensionar o reservatório e solicitar as licenças necessárias à produção.

https://g1.globo.com/ap/amapa/noticia/2026/10/30/entenda-o-que-e-a-margem-equatorial-e-por-que-o-amapa-esta-no-centro-das-buscas-por-petroleo.ghtml

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