quinta-feira, 29 outubro, 2026

Eleição em Israel termina sem maioria e abre disputa por coalizão

Com mais de 99% das cédulas apuradas, nenhum dos principais blocos alcançou as 61 cadeiras necessárias para controlar o Parlamento israelense. Partidos árabes podem ser decisivos na negociação do próximo governo.

A apuração das eleições em Israel terminou sem maioria definida na Knesset, o Parlamento do país. Com mais de 99% dos votos contabilizados, o bloco do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu conquistou 53 das 120 cadeiras, enquanto a oposição liderada por Gadi Eisenkot ficou com 48.

As legendas árabes somaram 19 assentos e passaram a ocupar uma posição central nas negociações. Para formar governo são necessárias pelo menos 61 cadeiras, o que obriga os partidos a buscar acordos além de seus aliados tradicionais.

Os números ainda são provisórios e dependem da certificação da Comissão Central de Eleições, prevista para ocorrer até a próxima quarta-feira. Enquanto isso, dirigentes da oposição começaram conversas sobre uma possível coalizão.

Eisenkot se reuniu com o ex-primeiro-ministro Naftali Bennett para discutir a formação de um novo governo. O líder oposicionista, porém, havia descartado uma aliança com partidos palestino-israelenses, posição que dificulta a construção de uma maioria sem o apoio dessas siglas.

Yair Golan, presidente do partido Democratas, defendeu publicamente uma coalizão com partidos liderados por cidadãos palestinos de Israel. Ele também se reuniu com Mansour Abbas, líder da Lista Árabe Unida.

Aliados de Netanyahu divulgaram acusações ainda não comprovadas de irregularidades envolvendo partidos árabes. O presidente da Comissão Central de Eleições pediu que o serviço de segurança Shin Bet investigue suspeitas de interferência estrangeira, ressaltando que não conseguiu verificar a denúncia apresentada.

Crédito da imagem: Amir Cohen/Reuters – Fonte: UOL

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