Governistas defendem votar a PEC da Segurança, uma indicação ao STF e medidas para o Orçamento de 2027 ainda neste ano. Partidos do Centrão também articulam mudanças eleitorais e penais.
Parlamentares aliados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliam que os dois meses restantes de 2026 oferecem uma oportunidade para avançar propostas no Congresso. Segundo reportagem de Elisa Clavery, da GloboNews, publicada pelo g1, o grupo prevê negociações mais difíceis com a composição legislativa que assumirá em 2027.
A agenda mencionada inclui a PEC da Segurança Pública, a escolha de um ministro do Supremo Tribunal Federal e a preparação de um orçamento que comporte compromissos da campanha. A proposta de segurança está pronta para análise do plenário do Senado, conforme a reportagem.
Na discussão sobre o STF, aliados consideram que a configuração atual do Senado favorece a aprovação de um indicado. Rodrigo Pacheco aparece entre os nomes lembrados pelos interlocutores ouvidos. A indicação cabe ao presidente da República e depende de aprovação dos senadores.
O cálculo político também envolve a permanência de Hugo Motta e Davi Alcolumbre nas presidências da Câmara e do Senado. A eleição para o comando das duas Casas ocorrerá em fevereiro de 2027.
Integrantes do Centrão, por sua vez, querem discutir alterações no sistema eleitoral e na maioridade penal. Há ainda conversas sobre uma reforma do Judiciário, mas sem definição das medidas ou garantia de tempo para sua aprovação. As iniciativas descritas são articulações políticas e não decisões já aprovadas pelo Congresso.



