sexta-feira, 23 outubro, 2026
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Lula X Flávio Bolsonaro, o que é pior para o Brasil?

Neste domingo, a campanha presidencial mais “polarizada” e disputada da história brasileira chega ao fim. Marcada pelos ataques pessoais, denúncias de corrupção, ativismo judicial, parcialidade da imprensa e das bigtechs, faltou o principal de uma campanha eleitoral: propostas concretas e viáveis a serem implantadas no país. Esse contexto, em boa parte, justifica o aumento do número de abstenções e a principal motivação para o voto. Segundo as pesquisas, juntos, os candidatos somam mais de 90% de rejeição. Paradoxalmente, nenhum outro candidato, autointitulado da “terceira via”, conseguiu projeção para o segundo turno. No primeiro turno Flávio Bolsonaro saiu vitorioso com 47,02% dos votos válidos contra 45,16% para Lula. A abstenção chegou a 21,08% dos eleitores.
Derrotado no primeiro turno, mas realinhado com o presidente Senado, Davi Alcolumbre, Lula e conseguiu aprovar um gigantesco “pacote de bondades”, que pode ultrapassar R$ 400 bilhões. Por outro lado, Flávio Bolsonaro promete um ajuste fiscal que ultrapassa R$ 200 bilhões. Como irão fazer isso? Nenhum deles conseguiu convencer da viabilidade de suas propostas.
O fato é que a dívida pública do país já atingiu 82,9% em relação ao PIB, ultrapassando R$ 11,1 trilhões. Se não houver uma mudança na política econômica, o país corre o risco de voltar aos tempos em que a hiperinflação ditava a rotina dos brasileiros.
O antagonismo entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro vai muito além. Lula segue propondo o fortalecimento do governo federal, buscando concentrar a arrecadação de impostos e ampliar a interferência na segurança dos estados, através do SUSP (Sistema Único de Segurança Pública). Na área da saúde, Lula defende a ampliação de Programa Mais Médicos e trata o aborto como questão de saúde pública. No cenário internacional, Lula defende a transição para a economia verde, além da aproximação o Brasil com China e o distanciamento de Israel.
Por outro lado, além do corte de gastos com a redução de ministérios e diminuição da carga tributária, Flávio Bolsonaro propõe uma política severa na segurança pública, com o aumento significativo de prisões, redução da idade penal e a reclassificação de facções criminosas em organizações narcoterroristas. Na saúde, ele defende a digitalização ampla do atendimento médico e, na geopolítica, Flávio Bolsonaro está alinhado ideologicamente com os Estados Unidos.
A votação acontece neste domingo e, será na urna eletrônica que você pode responder: O que é pior para o Brasil?

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Assis Chateaubriand