sábado, 19 setembro, 2026
- Anúncio -spot_img

O agronegócio tecnológico e o desenvolvimento do interior do País

O agronegócio moderno e tecnológico está promovendo o crescimento de setores produtivos e a expansão da economia urbana e rural de todo o Brasil na atualidade. Estudo sobre o comportamento da economia nacional recentemente divulgado, mostra avanços e eficiência do trabalho em atividades produtivas do interior dos Estados, reforçando cada vez mais a contribuição da agropecuária tecnológica para o crescimento econômico e social das comunidades rurais e urbanas, em eventos cada vez mais destacados e comprovados. Em outras palavras, o moderno agronegócio está interiorizando o desenvolvimento econômico e social do Brasil. Conforme especialistas, a produtividade econômica brasileira, como exemplo para o mundo, está mudando de endereço, o que reflete a força do agro tecnológico na interiorização do desenvolvimento nacional. Prova disso é que o Nordeste, por exemplo, já lidera a produção nacional de diversas culturas, o que antes era restrito à outras regiões do País.

              Nessa avaliação, especialistas calcularam a produtividade anual do trabalho em cada município brasileiro, agregando os valores por Estado. O índice básico na economia, obtém-se pela divisão do valor adicionado de bens e serviços pela quantidade de mão-de-obra utilizada no período. Produtividade significa eficiência da mão-de-obra na produção e qualidade dos bens gerados. Assim, descobriu-se novos líderes estaduais de produtividade do trabalho no País, O estudo de especialistas rompeu com a tese da economia clássica de 1960 de que o desenvolvimento de uma nação leva a agricultura a se tornar residual na expansão do processo econômico. No Brasil, ao contrário, o crescimento de setores econômicos está baseado no agronegócio moderno e tecnológico. Adotada por pensamentos ideológicos da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), a tese da prevalência da industrialização até hoje impera nos meios acadêmicos, repercutindo na opinião pública e na política. Daí vem a crítica à “commoditização” do País.

Especialistas na comunicação econômica moderna, no entanto, têm apontado a superação pelo avanço tecnológico e novas exigências geopolíticas, da velha tese econômica. As coisas mudaram muito. A industrialização foi e continua sendo importante, mas não mais como agente essencial de agregação de valor, por exemplo. Como exemplo, citam que os Estados Unidos, ainda a maior potência econômica do planeta, são o maior produtor de commodities agrícolas do mundo, e nem por isso se sentem um fazendão. O fato cada vez mais comprovado, é que o moderno agronegócio está interiorizando o desenvolvimento brasileiro, o que é histórico. De forma antes impensável, a expansão do agro tecnológico para regiões antes incultas e até desabitadas, promove onda de progresso que puxa os demais setores da economia. Na nova fronteira agrícola brasileira, com vegetação típica de Cerrado, solos leves, distribuídos por chapadas planas e elevadas, acima de 800 m de altitude, a produção agropecuária virou exemplo para o País. Cortado por veredas, se estende por cerca de 70 milhões de hectares. No Estado de São Paulo, a agropecuária ocupa apenas dois milhões de hectares. Noutras regiões do País, grandes lavouras enfeitam a paisagem rural e onde quer que se observe, se encontra elevada produtividade da terra, em função da intensiva relação capital-trabalho.

*O autor é deputado federal pelo Paraná e ex-chefe da Casa Civil do Governo do Estado

E-mail: dilceu.joao@uol.com.br

Últimas notícias

Assis Chateaubriand