Assis Chateaubriand
Do seio da floresta
Ti fizeram cidade
Cortaram teus cabelos verdes
Todavia, não te roubaram o azul do céu
Nem ofuscaram o brilho do teu sol.
Oh! Cidade teus filhos são hospitaleiros
E em ti, o forasteiro encontra
O calor materno do berço.
Cidade, amada cidade
Tu és mãe, mil vezes mãe
Pois não negas o que teus filhos
No teu solo plantam
Ah! Cidade. Eu te imagino sorrindo,
Qual noite de céu estrelado,
Quando um bando de crianças
Passa correndo alegre em liberdade
Por sobre as tuas ruas.
Ah! Cidade minha, Assis Chateaubriand
Tu que vês um teu filho nascer, crescer…
De repente, choras resignada
Quando o vês partir.
Pois sabes que lá na terra distante
Ele sentirá um aperto no peito
De saudades da liberdade das tuas ruas bem traçadas
E o calor humano do teu povo
Cidade amada, minha cidade.
Como é grande a paz que sempre liberta no teu chão
O teu solo fértil, cidade, nos convida a plantar
E o teu sorriso faceiro, nos chama a passear.
* Poesia escrita e publicada em 1996



