60 chegando!
Agosto chegou e com ele o mês em que Assis Chateaubriand entra para a casa dos sessenta. São 60 anos de emancipação. Mais uma vez a data vai lembrar as aventuras e desventuras de um povo que deu início à abertura da última fronteira agrícola do Paraná. Mas a luta, para muitos, começou bem antes.
Cada um com seu cada qual
Assis Chateaubriand começou a ser colonizada bem antes de 1960. Já são mais de 60 anos de uma história escrita por gente que veio de todos os cantos do Brasil, uns para colonizar e fincar raízes, outros para ficar uns tempos, o suficiente para fazer um pé de meia e voltar aos lugares de origem ou andar mais umas léguas com o mesmo objetivo. A vida tem dessas coisas, cada qual busca a felicidade onde encontra seu canto.
Saudade é vida
Dos milhares de seguidores da minha página ‘Morada Amiga Chatobriand’ no Facebook, 80% são ex-moradores da cidade que hoje residem espalhados pelo mundo. Gente que não esquece que um dia viveu aqui, fez amigos, construiu uma história, nasceu aqui, tem familiares ou todas essas hipóteses juntas. Pelos comentários que fazem nas postagens, percebo que estão longe, mas seus corações ainda estão muito perto.
Deixando rastros
Cada um que pisou nesse pedaço de chão fez seu rastro, fez história, fincou raízes ou bateu asas. Para quem partiu, de um jeito ou de outro deixou e levou marcas. Para muitos, ainda vibram saudades que os colocam em sintonia com os que ficaram. Em pessoas ou em pensamentos, são chatobrienses, cujos corações possuem cordões umbilicais ligando as mesmas emoções.
Tudo junto reunido
Assis Chateaubriand vai completar 60 anos no próximo dia 20! Parabéns às famílias dos pioneiros que ficaram e outras tantas que se juntaram depois, fazendo de Assis Chateaubriand um dos melhores lugares desse país para se viver, como dizem os sentimentos nos relatos daqueles que conhecem outros lugares. E é isso que nos enche de orgulho e nos leva a trabalhar por esse pedaço de chão, e assim, só assim, juntos, podemos fazer de Assis um lugar ainda melhor. Somos todos “baianos” de muita garra, satisfeitos por termos marchados até aqui, da foice à colheitadeira, com muito orgulho.
A nossa luta
Preservar a memória de uma cidade é garantir que as próximas gerações saibam de onde vieram e compreendam o caminho que as trouxe até aqui. Por isso falo tanto do passado. Porque cidade nenhuma vive apenas do que se constrói para a frente. Ela também é feita das lembranças que escolhe guardar. Cada reencontro entre moradores e filhos que a vida levou para longe reacende histórias que o tempo jamais conseguiu apagar. Por isso, insisto tanto na importância de ensinar às novas gerações a história e a cultura do município, que é plantar orgulho, pertencimento e respeito pelas próprias raízes. Porque enquanto houver alguém disposto a contar essas histórias, haverá sempre um pedaço da cidade continuando a morar no coração de quem ficou e de quem um dia precisou partir. Enquanto houver memória, haverá cidade, não no sentido de casas, prédios e ruas, mas como um ninho, um lar, um lugar onde podemos dizer que estamos em casa, mesmo morando em outras cidades. O resto é apenas endereço no mapa. Alguém me disse um dia que o tempo leva as pessoas da praça, mas não consegue tirar a praça de quem foi feliz nela.



