domingo, 19 julho, 2026
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O uso consciente do crédito

Uma transação financeira é uma operação que envolve transferência de dinheiro. Pode ser a compra, a venda ou o aluguel de algo. Os empréstimos são transações financeiras em que o dinheiro é alugado. Sim, alugado.

Um cliente com conta corrente em um banco é um correntista dessa instituição. O valor que o correntista tem na conta é chamado de saldo. Os bancos oferecem a seus cientes um serviço chamado de cheque especial, que na prática significa que o correntista pode gastar um determinado valor além do que tem na conta. Esse valor adicional é o limite do cheque especial. Quando alguém gasta mais do que tem na conta, “entra no cheque

especial”; o saldo fica negativo e agora está devendo ao banco. Em troca do uso desse dinheiro por certo tempo, o correntista pagará juros à instituição financeira. Os juros, nesse caso, caracterizam o preço pago pelo aluguel do dinheiro.

Algumas pessoas endividadas também recorrem ao cartão de crédito. Uma compra feita hoje no cartão só será paga quando chegar a fatura (conta) do cartão. Se, na data de vencimento da fatura, a pessoa não conseguir pagar o valor completo, estará emprestando o valor não pago, na modalidade chamada de crédito rotativo.

Sobre juros é bom saber que o cheque especial e o rotativo do cartão de crédito estão entre as modalidades de crédito que cobram os juros mais elevados. Por exemplo, com juros de 6% ao mês, uma dívida de R$ 100,00 se transforma em R$ 201,21 em um ano e a pessoa agora deve mais do que o dobro do que emprestou.

 Segundo o Professor Eduardo Leite “Um dos princípios do consumo consciente é usar o crédito de forma inteligente. Um bom planejamento financeiro evita que a pessoa se endivide e pague juros, pois crédito não é para ser usado regularmente para consumo. Ele é uma alternativa à qual se deve recorrer somente em casos de extrema necessidade.

Quem consegue ter um orçamento equilibrado, gastando menos do que ganha, pode e deve pensar nas etapas seguintes: fazer uma reserva de dinheiro para emergências, continuar poupando e investir para realizar planos futuros, como comprar a casa própria, fazer cursos de aprimoramento, viajar e ter uma aposentadoria digna.

Se não observar com rigor e adotar um consumo consciente enfrentará problemas. Tudo começa quando: Compras supérfluas de pequenos valores nem sempre são percebidas como um problema. Porém, ao registrar e somar as despesas mensais, pode-se perceber o seu impacto.

Consequências:

Fonte frequente de problemas financeiros, as compras por impulso, baseadas na emoção, são agravadas por campanhas que alegam promoção e pelo bombardeio de ofertas pela internet.

* Filósofo e teólogo – professor de filosofia, antropologia e história.

Professor da Rede Estadual de Educação

pardinhorama@gmail.com

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