quinta-feira, 30 abril, 2026

Dia Internacional do Trabalhador para quê?

O dia 1º de maio é o Dia Internacional do Trabalhador (ou Dia do Trabalho), celebrado em mais de 80 países, incluindo o Brasil, para homenagear as lutas e conquistas históricas da classe operária. É uma oportunidade para lembrar o dia do trabalho e refletir sobre o significado do trabalho.

Conta-se que três homens estavam um dia trabalhando numa obra, quando passou alguém curioso e perguntou ao primeiro: O que você está fazendo? – Ele respondeu: Estou colocando tijolos, um em cima do outro. Fez a mesma pergunta ao segundo homem, este respondeu: Estou fazendo uma parede. Perguntando ao terceiro homem realizando o mesmo trabalho, ele respondeu: – Estou construindo uma catedral.

Para aprofundar mais a nossa reflexão podemos classificar as respostas da seguinte maneira:  O Primeiro (Foco na Tarefa): “Estou colocando tijolos”. Vê o trabalho apenas como um esforço físico repetitivo, uma obrigação monótona. O Segundo (Foco no Resultado/Sustento): “Estou fazendo uma parede”. Vê o trabalho como um meio de subsistência, uma conformidade com a necessidade de ganhar a vida. O Terceiro (Foco no Propósito/Sentido): “Estou construindo uma catedral”. Vê o significado, o impacto a longo prazo e a grandiosidade da obra. Ele transforma o tijolo em um legado.

E para você amiga(o) leitor(a) Qual a finalidade de seu trabalho? O que ele é para você? Ele é útil para a comunidade? Ele garante seu sucesso e seu progresso?

O maior problema do trabalhador não é a rotina. Problema é o fato de
seu trabalho não receber recompensa justa, em forma de salário. A maioria dedica
as melhores horas do dia e investe os melhores anos da vida no trabalho. Recebe,
em troca, um salário que não lhe permite viver uma vida digna. A injustiça na distribuição da renda, segundo dados de órgãos do próprio governo, tem aumentado
nos últimos anos. Os poucos ricos enriqueceram mais. Os milhões de pobres aumentaram no grau de sua pobreza.

O trabalho é um meio para a pessoa se expressar. Entretanto, pergunta-se até que ponto o ser humano é livre no seu processo de expressão. Dividido, fragmentado, automatizado, desvinculado do objetivo global de seu esforço ou mesmo de sua atividade desde as mais rotineiras, como por exemplo a dos chamados afazeres domésticos, até trabalhos que aparentemente exigem maior complexidade – desconhece-se o valor de seu
trabalho, a importância de cada ato seu representando uma construção; o trabalho se limita apenas a algo que seja uma simples troca de salário ou de outros tipos de vantagens, como: alimentação, saúde, moradia, objetos de consumo e, às vezes,
lazer.
Quando o trabalho é desempenhado com amor, constitui-se em fator de integração da pessoa com a vida. O amor ao trabalho fundamenta-se na consciência de cada um, em seu valor enquanto pessoa que produz, que contribui para a sociedade e que
realiza seu desejo de satisfação interior.

Quantas vezes nos perguntamos até que ponto compreendemos a extensão e a importância de nosso trabalho.

* Filósofo e teólogo – professor de filosofia, antropologia e história.

Professor da Rede Estadual de Educação

pardinhorama@gmail.com

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