É importante estarmos atentos e repensarmos os nossos hábitos, principalmente em relação ao uso do nosso dinheiro, repensando a nossa sobrevivência e organizando nossos projetos. Devemos, portanto, buscar caminhos e soluções mais inteligentes para minimizar os efeitos causados pelas bruscas mudanças econômicas a que somos submetidos atualmente pelas guerras e intervenções na Ucrânia e no Irã, junto a outros focos de tensão geopolítica, têm gerado efeitos econômicos profundos e persistentes na economia mundial em 2026. A combinação de conflitos no Leste Europeu e no Oriente Médio, particularmente ao redor do Estreito de Ormuz, criou um choque duplo de energia e alimentos, elevando a inflação e desacelerando o crescimento global e prejudicando em especial o agronegócio que é a moeda forte do Brasil. Atualmente o agronegócio brasileiro enfrenta instabilidades significativas devido aos conflitos no Oriente Médio o que impacta diretamente os custos de produção e a logística de exportação e os reflexos chegam a todo povo brasileiro.
Quem deve administrar o orçamento doméstico? Aquele que provê os recursos? E se mais de um membro da família gera os recursos? Na verdade o bom senso diz que aquele que melhor administra, este é quem deve controlar o orçamento, seja ele o marido ou a esposa, sem nenhum constrangimento, pois isto beneficia toda a família.
“Do couro sai a correia”. Quantas vezes já ouvimos esta expressão. Ela quer dizer que não se pode gastar mais do que se ganha. É comum endividar-se numa espiral que muitas vezes chega ao descontrole e ao endividamento e com eles problemas de relacionamento. Neste trabalho vamos analisar estes aspectos e procurar orientar para a solução.
Na verdade, aumentar as despesas só é possível se você tem a contrapartida de uma nova receita. Conscientes de que não devemos gastar mais do que arrecadamos as soluções não são difíceis.
Esperamos atingir o nosso objetivo com esta reflexão em tempo de conflitos geopoliticos e colaborar com orientações e dicas eficazes. Causas e consequências do orçamento não planejado: “Se comprares aquilo de que não precisas, acabarás por vender aquilo de que necessitas”. (Benjamim Franklin) Equilibrar o orçamento doméstico está se tornando uma tarefa cada vez mais difícil e complicada. Todos os meses verificamos que as despesas aumentam, enquanto o dinheiro parece diminuir. A situação atual exige esforço, imaginação e determinação de toda a família para encontrar a solução.
A saída é partir para uma programação minuciosa, fazendo com que receita e despesa pelo menos empatem no final do mês. Sabemos que uma grande parcela dos atritos em família, sobretudo entre os cônjuges, é gerada por dificuldades financeiras.
É muito comum ver a esposa e os filhos, e mesmo o marido, pretendendo manter um nivel de vida incompatível com o nível de renda. O resultados – Tensões crescentes, perda de paz de espírito, noites insones. Com frequência a saúde de alguém no lar é afetada de forma profunda pelas tensões geradas a partir do desequilíbrio financeiro.
Levantamentos estatísticos revelam que grande parte das separações entre casais tem sua principal causa em problemas de ordem financeira. Isto nos mostra uma perspectiva do problema social gerado pelo descontrole nas finanças, confirmando que a falta de correto planejamento econômico-financeiro no lar traz consequências negativas para toda a família.
Na época atual, marcada por grandes incertezas pode-se dizer que o orçamento de quem sabe gastar está mais equilibrado do que daquele de quem ganha mais.
Concluindo esta primeira reflexão, podemos afimar as seguintes teses: Equilibrar o orçamento doméstico exige esforço, imaginação e determinação da família. Neste caso, a saída é fazer uma programação minuciosa. Temos convicção de que as dificuldades financeiras geram atritos familiares. Avaliar sempre se o nível de vida é compatível com o nível de renda. Manter sempre em mente que a falta de correto planejamento, traz consequências negativas gerando (doenças, tensões, perda de paz de espírito). Manter sempre a mensagem de que o orçamento de quem sabe gastar está sempre mais equilibrado do que daquele de quem ganha mais.
Na próxima reflexão falaremos sobre O DINHEIRO É UMA DÁDIVA – O que fazer para administrá-lo bem?
* Filósofo e teólogo – professor de filosofia, antropologia e história.
Professor da Rede Estadual de Educação
pardinhorama@gmail.com

