Segundo o delegado, o homem apontado como autor da ação foi preso pela Polícia Militar após ser localizado em Terra Roxa. Durante a abordagem, os policiais…
A Polícia Civil investiga a suposta tentativa de rapto de um recém-nascido registrada no último fim de semana no Hospital Bom Jesus, em Toledo. Em entrevista sobre o caso, o delegado Alexandre Macorin afirmou que as circunstâncias ainda estão sendo apuradas e que a principal dificuldade da investigação é comprovar qual era, de fato, a intenção do suspeito dentro da unidade hospitalar.
Segundo o delegado, o homem apontado como autor da ação foi preso pela Polícia Militar após ser localizado em Terra Roxa. Durante a abordagem, os policiais encontraram munições no veículo do suspeito e, posteriormente, um revólver calibre .38 municiado na residência dele.
De acordo com Macorin, o investigado nega qualquer tentativa de sequestrar a criança e apresentou outra versão sobre o episódio.
Conforme o delegado, o homem afirmou que é ligado à igreja e que estaria apenas entrando nos quartos do hospital para realizar orações em pacientes internados.
Apesar da alegação, a Polícia Civil segue apurando os fatos para esclarecer o que realmente aconteceu dentro da maternidade. O delegado informou que testemunhas que ainda não foram ouvidas serão chamadas para prestar depoimento nos próximos dias.
“É difícil realmente comprovar qual era a intenção dele, mas ouvindo as testemunhas nós iremos poder fornecer mais elementos para o Ministério Público e o Poder Judiciário poder chegar a uma conclusão”, explicou Macorin.
Ainda segundo a autoridade policial, até o momento o suspeito não possui antecedentes criminais registrados em seu nome. Ele trabalha como vigilante noturno e reside no município de Terra Roxa.
O caso ganhou grande repercussão após a mobilização policial no sábado (11), quando surgiu a denúncia de que o homem teria se aproximado de uma mãe na ala de parto e demonstrado interesse incomum pelo recém-nascido, sendo retirado do local por funcionários antes da chegada da polícia.
Posteriormente, a Associação Beneficente de Saúde do Oeste do Paraná (Hoesp), responsável pelo Hospital Bom Jesus, esclareceu que não houve retirada de bebê da unidade, classificando o episódio como uma atitude suspeita dentro do setor de acesso restrito.
A Polícia Civil informou que a investigação deve ser concluída nos próximos dias, após a coleta de novos depoimentos e análise completa dos fatos.

