quinta-feira, 30 abril, 2026

A insolência do chefe da turma Redução do elenco pode pulverizar bravata do dono do Gilmarpalooza

Desde 2002 acampado no Supremo Tribunal Federal, o ministro Gilmar Mendes reassumiu o posto que ocupa há pelo menos 10 anos: pajé da tribo que faz o diabo com chicanas que deixam ruborizado o mais cínico advogado de porta de cadeia. Com o apoio de sete parceiros, impediu que a CPMI do INSS conseguisse mais tempo para investigar a roubalheira de que participaram, entre outros delinquentes, um filho e um irmão do presidente Lula. E deixou claro que já está no aquecimento para livrar do merecidíssimo castigo ministros do STF afundados no pântano do caso Master. Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, por exemplo. E, por enquanto, o voto de Nunes Marques confirmou a suspeita de que um de seus filhos andou embolsando honorários de bom tamanho como advogado de delinquentes sem cura.

Na imagem de Nelson Rodrigues, os pupilos de Gilmar acompanharam com o olho rútilo e o lábio trêmulo a performance do mestre que, coberto pela toga, faz coisas de que até Deus duvida. Insulta quem não se subordina a seus desejos e caprichos, absolve bandidos de nascença, fabrica habeas corpus ou votos monocráticos que socorrem afilhados mais abomináveis que serial killer de filme americano, muda de ideia com a rapidez de um casal de adúlteros no motel de altíssima rotatividade e não vê nada de mais em revogar amanhã o que ainda ontem considerava cláusula pétrea, fora o resto. Cabe à tribo do pano preto obedecer ao que dá na telha do pajé que só faz o que lhe convém.

Uma amostra dos libertados por Gilmar atesta que, para esse matogrossense de Diamantino, não há limites para a soltura dos bandidos de estimação. Confira: Roger Abdelmassih (doutor em estupro), Eike Batista (vendedor de nuvens), Sérgio Cabral (viciado em roubar), Adriana Ancelmo (ex-mulher do ex-governador do Rio condenado a mais de 400 anos de gaiola, devolvida ao lar para que os dois filhos mal saídos da infância aprendessem a honrar o pai), Anthony e Rosinha Garotinho (versão degenerada da dupla Bonnie e Clyde), Jacob Barata (chefão da máfia dos transportes no Rio e compadre de Gilmar), José Riva (recordista de bandalheiras em Mato Grosso, onde Gilmar nasceu), Silval Barbosa (exgovernador do Estado em que fica Diamantino), Paulo Maluf (líder do ranking dos prefeitos que mais tungaram São Paulo), Celso Pitta (vice-líder do mesmo ranking), Naji Nahas (libanês que conseguiu quebrar a Bolsa de Valores do Rio) e José Dirceu (intermediário de negócios escusos). (…)

Revista Oeste

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