Ser jovem, viver como tal, é muito difícil bem nossos dias. Até mesmo porque o jovem está sendo levado pelo consumismo. Diariamente se vê os meios de comunicação noticiando que este ou aquele produto, aquela marca de “jeans”, enfim, que o mundo aceita melhor quem veste bem. E grande parte dos jovens, infelizmente, segue de olhos fechados a tudo, faz o máximo para ter isto ou aquilo. E de que adianta?
Realmente, eles estão imersos em uma sociedade que parece ser definida por um conjunto de comportamentos e características que se afastam das relações humanas autênticas, refletindo uma busca constante por satisfação imediata e superficialidade. O consumismo desenfreado, a cultura da aparência, o imediatismo e a indiferença para com o próximo se tornaram marcas do nosso tempo. Em um mundo em que as conexões reais se tornam cada vez mais raras, somos desafiados a refletir sobre as consequências dessa realidade, tanto para os indivíduos quanto para a sociedade como um todo.
Hoje muitos jovens só pensam em se divertir. Festas, jogos, bailes. E o fim de tudo é a droga, que não só destrói fisicamente, mas torna o jovem vazio, sem ideias.
O Consumismo:
A busca Incessante pelo Desnecessário
O consumismo nos transforma em seres que avaliam seu valor e o valor dos outros com base no que têm, e não no que são. Em um mundo onde a necessidade por mais nunca é saciada, perdemos a capacidade de desfrutar do que realmente importa, das coisas simples e essenciais, como o tempo com a família, a troca de experiências, a amizade verdadeira.
O Imediatismo:
A Ansiedade pela Satisfação Instantânea
Juntamente com o consumismo, o imediatismo é uma característica que permeia as escolhas e decisões cotidianas. Vivemos na era das redes sociais, onde a informação é consumida de forma rápida e efêmera. As notícias, os posts, os memes, tudo é criado para prender a atenção por apenas alguns segundos, sem deixar tempo para uma reflexão profunda ou para um entendimento duradouro.
A indiferença
A empatia, a capacidade de se colocar no lugar do outro, é muitas vezes substituída pela indiferença. Essa desconexão é alimentada pela rotina apressada, pelas preocupações pessoais e pelo culto ao individualismo. Vivemos, assim, em uma sociedade que, em sua maioria, olha para o próximo com um olhar frio e distante, muitas vezes mais preocupado com o próprio bem-estar do que com o coletivo.
A mudança começa com o olhar crítico sobre o que nos é imposto e com o resgate de valores que realmente importam. E talvez, ao fazermos isso, possamos encontrar um caminho para uma vida mais plena, com mais significado e com relações mais genuínas.
Mas no meio de tudo isso, ainda, existem aqueles jovens que pensam diferente, que agem sempre pensando em ter um mundo novo, mais justo.
* Filósofo e teólogo – professor de filosofia, antropologia e história.
Professor da Rede Estadual de Educação
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