Estão sempre presentes e sempre nos surpreendendo, e muitas vezes geram em nós contínuas perturbações, deixando-nos pensativos e até perplexos. Mas, o mais interessante, é que nós o conhecemos e a presença deles são quase constantes, mas mesmo assim ainda nos surpreendem. A Bíblia faz menção do gigante chamado Golias que Davi enfrentou e o venceu. Mas além de Golias, havia outros que foram derrotados por seus soldados, eram seus nomes; (Isbi-Benobe, Safe, Lami e um outro sem nome. O relato que a bíblia traz, diz ainda que ambos eram irmãos de Golias, descendentes dos Enaquins, e continuamente tinham como missão perseguirem Israel.
Hoje, literalmente falando a respeito desses grandes gigantes do mundo antigo, não existem mais como forma humana. Entretanto, a exemplo do que essa história nos traz, há no meu e no seu dia a dia, aqueles gigantes, que deve em quando, se fazem presentes em nossas vidas, nos perseguindo, nos atormentando, alguns com nome outros sem nome e nós sabemos como eles chegam, como já mencionado acima.
Mas o que podemos considerar como gigantes na vida? Bem vamos lá! Começando pelo meu eu, seguido pelo meu ‘ego’, a minha ‘vontade’, o tempo que rouba o meu tempo, seguido de outros conceitos ligados as emoções diárias que, as vezes, são positivas, outras vezes negativas. Gigantes que as vezes eu os domino, outras vezes eles me dominam, outras vezes somos dominados pelo ‘eu’ da outras pessoas. Mas não fica só nisso! Falando cada um de si mesmo; veja que o seu ‘eu’, muitas vezes domina sua vontade, emoções e sentimentos e até negócios.
Mas o que é o nosso ‘eu’? O nosso eu refere-se a essência da identidade individual de um ser unificado e conectado a consciência, a auto percepção que é moldado por experiências várias. Esse nosso ‘eu’, muitas vezes chega a ser teimoso, obstinado, inconsequente e quer estar sempre na frente. E é aí que está a relação com o nosso ‘ego’, com o ‘eu’ sou! Às vezes irredutível, o ego é basicamente a nossa personalidade. É ele quem julga as pessoas ao nosso lado, conforme nossos interesses e experiências pessoais. Ele é aquela voz que indica o que é bom, e o que é ruim. É também responsável por preconceitos e aceitações. Vejam que inúmeras vezes nós queremos nos ver livres desses gigantes, mas nem sempre conseguimos. Vejam que esses são exemplos de alguns gigantes pessoais que nos perseguem, nos dominam, e sempre fazem prevalecer a vontade deles em nós, e isso é pessoal, sou eu mesmo. Mas existem muitos outros… Vencê-los é uma questão de posicionamento e atitude.
| Roberto Cosme do Santos é sociólogo e teólogo com especialização em Psicologia Pastoral, terapeuta, palestrante e membro da Academia de Letras do Oeste do Paraná. contatorobertosantos@outlook.com |

