quarta-feira, 6 maio, 2026

Pai, o homem que gera vida – Dia dos Pais

Pai e mãe são o binômio da vida. Deus lhes entregou o início, meio e o fim da vida. Eles não só geram vida nova, mas sobretudo sabem acarinhá-la para que ela se desenvolva harmoniosamente. A vida, que nasceu de uma vida de amor, cresce e amadurece sob seus olhares, para que, por sua vez, também gere mais vida.

Hoje, contudo, no mundo de profundas mudanças em que vivemos, a sociedade subtrai bem cedo os filhos à influência dos pais. Se estes não tiverem lançado um alicerce fundo e sobre a rocha, a casa que os filhos construirão mais tarde não subsistirá aos embates inevitáveis que a vida lhes apresenta.

Embora mínimo, o tempo que o filho vive sob a influência do pai irá marcá lo pelo resto da vida. É na família que, desde que o filho é gerado, ou se ganham ou se perdem as batalhas. E o pai é o grande responsável por isso.

O pai e a mãe são o binômio da vida. Até nas descobertas modernas, acentuava-se o papel do pai. Ele era o que gerava, ele era o modelo a ser imitado. A mãe assumia uma atitude subordinada e passiva. No nosso século, a decantada foi a mãe, ficando o pai em segundo plano. A mãe passou a ser cantada sob todos os ângulos da maternidade. O romantismo invadiu de tal forma o conceito de mãe, que ela passou a ser um anjo em forma humana. Mas chegou a hora de fazer a síntese, acentuando o papel específico da mãe e O papel específico do pai.

O binômio da vida é constituído pelo pai e pela mãe. Pai e mãe são os dois pilares que sustentam a casa da vida. Pai e mãe são os dois faróis que iluminam a estrada do filho.

Em uma sociedade que durante muito tempo associou a figura paterna apenas ao papel de provedor, é essencial repensarmos o verdadeiro significado de ser pai. No Dia dos Pais, mais do que celebrar com presentes, é preciso reconhecer o pai como alguém que gera vida, não apenas no sentido biológico, mas principalmente no emocional, afetivo e formador. Ser pai vai muito além do DNA — é estar presente, participar, cuidar e amar.

A ideia de que o pai é “o homem que gera vida” nos convida a ampliar o olhar. Gera vida aquele que acompanha os primeiros passos, que ensina valores, que corrige com firmeza e abraça com ternura. Um pai de verdade não se limita a estar em casa fisicamente; ele está emocionalmente disponível, aberto ao diálogo, pronto para ensinar pelo exemplo. Ele se torna um pilar, uma referência que molda o caráter dos filhos e influencia diretamente no tipo de pessoa que eles se tornarão.

Infelizmente, ainda vivemos em um mundo onde muitos pais se ausentam de suas responsabilidades afetivas, muitas vezes terceirizando a criação dos filhos ou justificando sua distância com o trabalho. Mas, felizmente, há uma transformação em curso: pais que trocam fraldas, que vão às reuniões escolares, que choram de emoção ao ver o filho crescer. São esses homens que merecem ser exaltados no Dia dos Pais — não por fazerem algo “excepcional”, mas por cumprirem, com amor e responsabilidade, o que deveria ser natural: exercer a paternidade com presença, respeito e carinho.

Portanto, neste Dia dos Pais, mais do que parabenizar, é tempo de refletir sobre o papel do pai na formação do ser humano. Ser pai é gerar vida todos os dias — com palavras, atitudes e escolhas. Que possamos valorizar cada vez mais aqueles que assumem essa missão com coragem e afeto. E que a sociedade inteira compreenda que, para formar cidadãos conscientes e felizes, precisamos de pais que estejam realmente presentes.

* Filósofo e teólogo – professor de filosofia, antropologia e história.
Professor da Rede Estadual de Educação
pardinhorama@gmail.com

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