domingo, 31 maio, 2026
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Por Clóvis de Almeida

Hoje é dia de história

Em 1971, Assis Chateaubriand contava com apenas 5 anos de emancipação, já era o oitavo município do Estado em população. Sem falar na energia elétrica e muitos outros benefícios. Havia quase 100 escolas municipais e aproximadamente 12 mil estudantes. Já se previa 120 mil habitantes em pouco tempo. Chegou a 130 mil em 1974, segundo dados do IBGE.

Largada geral

O povo se maravilhava com as obras da Prefeitura em andamento. Diversas construções públicas e privadas mostravam o franco desenvolvimento da cidade que ainda era uma criança. Eram erguidos o Estádio Municipal, canchas de futebol, a fábrica de papel, o ginásio estadual, uma fábrica de tubos, asfalto no centro, armazém da Cotia, serraria da Prefeitura, Hospital do Sindicato, escolas diversas e os prédios dos Correios e da Telepar; obras que marcaram os primeiros anos da cidade que viria a ser chamada de Morada Amiga.

O progresso chegando

Antes de completar 10 anos de emancipação, a cidade recebeu a infraestrutura básica para o desenvolvimento. O sistema DDD de telefonia no ano seguinte, 1975, colocou Assis Chateaubriand em contato com o Brasil e o mundo. Foi uma das principais cidades brasileiras com telefonia de discagem direta. A pavimentação asfáltica das ruas e avenidas, o abastecimento de água, a imprensa, agências de rendas, estabelecimentos bancários, cooperativas, foram elementos de vital importância para o desenvolvimento de uma cidade e, Assis Chateaubriand, ainda jovem, possuía todos estes requisitos que muitas cidades vizinhas, fundadas há mais tempo, ainda estavam pleiteando.

O nome correto

Naquela época, quem nascia aqui era chamado de Assis Chatobriense. Mas, a maioria dos comunicadores da Rádio Jornal, que surgiu em 1978, passou a definir os aqui nascidos como chatobriandense. Eu sempre fui contra e sou até hoje. Porque a nome da cidade tem uma letra muda, o D, que não se pronuncia. A pronúncia correta é Assis Chatobriand, e não cha teau briande, como muitos dizem, inclusive até alguns políticos que deveriam aprender a falar o nome correto da cidade, afinal de contas, eles devem ser exemplos.

Norma é norma

Assim como não se fala o D de Chateaubriand, não faz sentido dizer chatobriandense, com ênfase no D. Bobagem, é chatobriense. Isso é o gentíloco,  pode ser comprovado no site do IBGE, que informa: o gentílico de Assis Chateaubriand é Assis Chatobriense! No site Wikipédia informa que é o gentílico é chatobriandense. Ocorre que o Wikipedia não é confiável, porque ele é alimentado por qualquer, sem nenhum compromisso com regras gramaticais, etimológicas, históricas ou qualquer fator que dê credibilidade. Tanto é que qualquer pessoa também mudar as informações lá contidas.

É oficial e acabou!

Assim, quem escreveu chatobriandense lá, seguiu a norma da maria vai com as outras. Mas, se você verificar o site oficial da prefeitura, na página de Dados Gerais, vai confirmar que o Gentílico assis-chateaubriense (teau=tô). Portanto, já passou da hora de algumas pessoas aprenderem que chatobriandense não existe. Somos chatôbrienses.

Segue lá

Nas minhas páginas do Facebook tem mais histórias e muitas fotos. Segue lá:

@MoradaAmiga Chateaubriand – @assisfatosefotos.

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