A chegada do ano novo traz pra todos nós a esperança de que o ano vindouro será melhor, mesmo sabendo das dificuldades que se fazem presentes no país. Mas ainda assim precisamos acreditar, pois acima de tudo temos um Deus que se faz presente todos os dias em nossas vidas.
Todas as culturas que tem seus calendários anuais, celebram a chegada do ano novo, celebram com festas, um tipo de evento que também é chamado de revelillon, termo oriundo do verbo reveller que em francês significa despertar para o novo. Sua origem vem do governador romano Júlio Cesar que o fixou o 1º de janeiro como dia do ano novo em 46 a.C. Os romanos dedicavam esse dia a ‘Jano’, deus dos portões. Sendo assim várias nações e povos, todo final de ano, há em todos a expectativa de que o ano vindouro pode vir com novas expectações e portões abertos podendo ser melhor que o ano findo, este é e continua sendo o sentido real para alguns povos.
O ser humano mesmo sabendo das dificuldades que por certo se farão presentes nas diversas áreas, ainda assim acredita, preservando na sua esperança, e convicto que seja lá o que o espera, ele há de superar o que vier no ano vindouro, assim já pensavam os antigos. Isso é otimismo, é confiança, e feliz é quem se esforça e preserva essa boa essência, pois acreditar é uma qualidade que agrada a Deus.
Trazer consigo a certeza de que o ano seguinte trará novos desafios, mas também novas oportunidades é poder aguardar com segurança os portões abertos, convencido de que será mais um ano de superação. E essa é a confiança que cada um deve trazer consigo. A certeza que vai nos motivar sempre a sermos cada vez mais otimistas, mesmo em meio a todos esses impasses que nos cercam e que algumas vezes nos deixaram dúvidas, durante o ano findo.
Desejar um feliz ano novo, é uma praxe muito antiga como mencionado acima, e sempre houve em toda sociedade e seus segmentos essas felicitações, que se fazem mais presentes no final de cada ano. Um desejo que passamos para as pessoas, seguido com um sentimento de amor, embora poucos tenham consciência disso. Isso significa que estamos desejando o melhor, ainda que não conheçamos bem, por isso segue com esse sentimento que é dos mais profundos. Esses cumprimentos sejam por um aperto de mão ou um abraço, produz esperança e a esperança traz também segurança. Assim todos aguardamos um 2026, onde a possibilidade de um novo tempo renasce em cada coração vislumbrando as mudanças que todos desejamos, principalmente no coração daqueles que ainda acreditam na vida e no Deus Soberano.
A você amigo leitor um abençoado e próspero ano de 2026.
Roberto Cosme dos Santos é sociólogo e teólogo com especialização em Psicologia Pastoral terapeuta, palestrante, e membro da Academia de Letras do Oeste do Paraná.



