A consciência negra busca dar visibilidade a uma população historicamente marginalizada, incentivando a busca por representatividade em diversas esferas da sociedade – o que é vital para a construção ou reconstrução, de uma democracia igualitária. É ainda uma resposta a discriminação e às desigualdades sociais enfrentadas pela população negra, reforçando a importância de políticas públicas que promovam a igualdade e respeito.
A data é um momento para reconhecer e celebrar a riqueza da cultura afro-brasileira, presente nas mais diversas áreas de toda população, sejam negros ou brancos. Isto é na: música, na culinária, na religião, enfim, por todos os cantos desse imenso continente que é o Brasil, há sempre presença não só negra, mas um referencial que desperta a atenção de todos, mesmo de estrangeiros em visita ao país. Isso na verdade deveria ser a realidade visto por todos nós brasileiros, só que, infelizmente, ao longo de todos esses anos a veracidade não é esta, e nada disso mudou!
Quando falo ‘a consciência negra dos brancos’, analisando a história, a axioma, ainda é esta. Uma população que continua marginalizada, embora tenha sido parte fundamental na construção do país! Discriminada, pois a desigualdade social se faz presente nas mais diversas áreas.
Não há democracia igualitária como sugerem! A busca por representatividade na sociedade bem como nos diversos segmentos continua! Onde se vê também, que na sodalício, as oportunidades por parte da população branca é prioridade nas muitas instituições espalhadas por esse Brasil, seja nos municípios, nos estados e na federação. Uma sociedade onde a população branca é preeminência visível. As perguntas são:
A consciência negra, dessa população que sempre ocupou espaços, é racista, e continua discriminando os negros?
É a população negra ainda considerada inferior, embora ter contribuído em quase cem por cento, para a construção desse país, ser o que hoje é?
Onde estão aqueles (negros) que deveriam representar os negros brasileiros, nos diversos segmentos dessa sociedade? Ou é uma população presa a memória de seus antepassados, escravizados? População esta, que busca a liberdade e ao mesmo tempo oportunidades para uma consciência ao invés de negra, mas sim, uma consciência pura, onde as oportunidades sejam iguais, com incentivo e ajuda por parte da população branca, para que esse negro seja livre e caminhe livre. São apenas alguns questionamentos que poucos veem, mesmo os negros!
Roberto Cosme dos Santos é sociólogo e teólogo com especialização em Psicologia Pastoral, terapeuta, palestrante e membro da Academia de Letras do Oeste do Paraná.
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