sexta-feira, 6 março, 2026
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Salvar o planeta está em nossas mãos

Apesar de se deparar com dificuldades infindas, aos poucos, uma substancial parcela de cidadãos passou a meditar sobre as disparatadas maneiras como os homens se conduzem na Terra. Isso, foi extremamente bom e produtivo, para se atingir um consenso comum contra a devastação do meio ambiente e a regressão da humanidade.

O médico e pesquisador Walter Di Biase problematiza a maneira como os humanos puderam degenerar o sentido da convivência com os demais semelhantes, e se envolver com ambição desmedida, relegando ao ostracismo a solidariedade, a amizade, o afeto mútuo, alicerces milenares da sociedade em que vivem? Passaram a saber que num mesmo espaço vital todos os seres vivos permanecem adaptados entre si, menos os homens. E, que compomos um simples grão de areia na imensidão do universo. Estes fatos, e muitos outros surgidos na época moderna, os mantiveram entristecidos, por entender que o progresso não é sinônimo de civilização, como se pretende expor a todos os habitantes do planeta.

Talvez, ante o que se constata nos dias atuais, não saibamos, mesmo, o que vem a ser civilização, por não havermos criado uma capaz de congregar todos os homens e os demais seres que existem na Terra, da maneira mais adequada ao melhor viver mútuo. Sim. Em verdade, o homem moderno tem se mostrado um péssimo habitante deste mundo em que surgiu, certamente, por um acaso biológico. Evoluiu ele por necessidades inerentes ao próprio meio, incrementando sua inteligência a estágios tão elevados que o tornaram ímpar em raciocínios profundos. Contudo, como hoje se deduz pela sua inadequada maneira de agir ela o enveredou por caminhos tortuosos que vêm conduzindo a abismos infinitos.

Quase que diariamente leio artigos sobre a poluição de nosso planeta. Hoje cabe a todos nós, tomarmos conhecimento das implicações que nos afetam a nós mesmos e a nossas futuras gerações”. Pois a finalidade deste artigo era de enfatizar até que ponto estão contaminados os nossos mares.

Aqui faço a minha reflexão: “Onde fico eu, em meio a tudo isso?”

O homem representa uma real ameaça para si mesmo e para a natureza. Estamos no banco dos réus, sob o peso do egoísmo,do esbanjamento, do mau uso dos recursos naturais renováveis e não-renováveis, da irresponsabilidade, da apatia e do desrespeito à natureza, a qual estamos destruindo por agressão direta e indireta. Esta destruição é chamada, pelo escritor Enrique Balech, em sua obra “Geocídio” (Edicion de la Flor, Buenos Aires, 1978, p. 17), de“geocídio e ecocídio culposo”, ou seja, a destruição culposa da terra e da ecologia.

Devemos entender que podemos e devemos assumir uma responsabilidade inconfundível ante a necessidade de uma melhor qualidade de vida em nosso planeta. Mas no campo científico, tecnológico, sociológico e político, este tema provoca a polêmica de se saber se, na verdade, o homem é ou não capaz de efetuar as mudanças que o mundo que nos rodeia exige, a fim de sobreviver para as futuras gerações. Qual é a verdadeira dimensão do problema? Existe algo que possamos fazer, antes que seja demasiadamente tarde? Podemos fazer algo em conjunto? O que estāo fazendo os governos e as organizações mundiais para salvaguardar o que possuímos, e restaurar ou substituir, até onde é humanamente possível, o que foi destruído? E o que fazem os cientistas para criar melhorias tecnológicas em prol do bem-estar do homem? O que estamos fazendo, você e eu?

Este artigo representa um esforço para nos conscientizarmos ante a complexa situação em que todos estamos envolvidos e evidentemente ‘culpáveis. Lamentavelmente não nos podemos aprofundar em estatísticas e estudos científicos nestas poucas linhas, porque é um tema vasto e muito profundo. Mas isto não deve ser uma desculpa para permanecermos alheios, passivos e indiferentes ante causas tão catastróficas e suas implicações destrutivas. Precisamos de uma nova visão de como administrar melhor o mundo em que Deus nos colocou.

Amigo e amigas é importante nesta fase da história da humanidade o debate sobre as mudanças climáticas para garantir que a sociedade entenda a urgência da situação e atue coletivamente para mitigar os riscos e construir um futuro mais resiliente. Salvar o planeta está em nossas mãos através de ações diárias como economizar água e energia, reciclar o lixo, praticar o consumo consciente e descartar resíduos corretamente. Além disso, é fundamental reduzir o consumo de plástico, optar por transportes mais sustentáveis e participar de ações de preservação, conscientizando a si mesmo e aos outros.

* Filósofo e teólogo – professor de filosofia, antropologia e história.

Professor da Rede Estadual de Educação

pardinhorama@gmail.com

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