sexta-feira, 6 março, 2026
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DOMINGO DIA DE FINADOS – NÃO TEMAS!

Neste Domingo, dia 02 de novembro lembraremos, com saudade, pessoas queridas que já morreram. Finados também nos lembra a fragilidade e a finitude da nossa vida. Um dia morreremos. Mesmo a morte sendo uma certeza ninguém gosta de falar nela.

            É possível que ao lermos o texto de Apocalipse fiquemos com mais medo ainda da morte. O que diz o texto?  ”Foram, então, soltos os quatro anjos que se achavam preparados para aquele exato momento, dia, mês e ano, a fim de que matassem um terço de toda a humanidade”. Apocalipse 9.15

            O Apocalipse de João, porém não quer causar pânico. Ele quer consolar com a certeza de que a morte não é o fim para aquele que se arrepende de seus pecados e busca o perdão de Deus por meio de Jesus Cristo.

            João ouviu uma voz que ordenava que fossem soltos os quatro anjos que executariam o juízo. O fato de os anjos estarem presos e de serem soltos é sinal da bondade de Deus. E ele é Deus que manda, dirige, inicia e termina seus juízos. Deus não tem prazer na morte de um pecador, mas sim que ele se arrependa do seu pecado e viva.

            Que ninguém se iluda: o juízo de Deus é uma certeza! Ele julgará com precisão, de forma clara e inequívoca, toda a humanidade. Aquele que não se arrepender de seu mau caminho e continuar agindo de forma irresponsável, sem fé em Jesus, sofrerá o juízo proclamado pelo apóstolo. Mas aquele que se arrepende e se volta para Cristo não precisa temer a morte, pois ele afirma: “Quem crê em mim, ainda que morra viverá; e quem vive e crê em mim nunca morrerá” (João 11.25). Essa é a promessa de Deus que nos enche de ânimo e de esperança.

A esperança cristã é um dos mais preciosos bens que os filhos de Deus possuem. Como nos é grato, sobretudo nas horas incertas de crise, de dor e mesmo diante da morte, poder erguer os olhos para o alto e ver um horizonte límpido, aberto, prenunciando um porvir feliz e venturoso lá na glória do céu! Como é confortável lembrar, em tais horas turbulentas, “que os sofrimentos do tempo presente não são para comparar com a glória por vir a ser revelada em nós”, (Carta de Paulo aos Romanos 8.18)

Esperança de vida nos céus é considerada por incrédulos como alienação ou sonho. Vida com Deus após a morte é taxada como mera desculpa para uma fuga da realidade.

A tentação de fugir da realidade existe, mas o cristão luta para não cair nela, pois esta fuga desonra a fé. Por outro lado, porém, o cristão luta vigorosamente para reafirmar a esperança da vida eterna como um dos maiores tesouros, pois “se a nossa esperança se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens  (1 Cor. 15.19). A morte e a ressurreição de Cristo nos são certeza de vida com Deus depois de terminar a difícil e penosa peregrinação por este vale de lágrimas, que é o mundo.

Em meio à tristeza e ao choro de Finados, o cristão se alegra internamente. Apesar das lágrimas ele enxerga além da sepultura, e vê a vida gloriosa com Deus, que nos está preservada nos céus. E esta esperança de um futuro glorioso o ajuda a enfrentar a realidade do presente doloroso.

* Filósofo e teólogo – professor de filosofia, antropologia e história.

Professor da Rede Estadual de Educação

pardinhorama@gmail.com

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