Uma pequena planta pode parecer frágil, mas ela pode ter raízes profundas. Ela pode parecer estar secando, morrendo, mas um novo broto pode surgir e se transformar em flor.
Em meio à correria do mundo moderno, é fácil esquecer que a vida depende de algo simples e silencioso: o equilíbrio da natureza. Cada árvore, cada flor, cada plantinha representa mais do que um elemento do meio ambiente — é uma semente de esperança em um planeta que clama por cuidado. “Não deixe a plantinha morrer” deveria ser mais do que um conselho inocente; deveria ser um chamado urgente à consciência coletiva.
Como é belo o processo de desenvolvimento na natureza. De um simples grão nasce a vida, a planta, vai crescendo, tomando-se cada vez mais verde, apresentando flores e frutos também. Algumas não chegam ao desenvolvimento completo e morrem e assim a vida que elas contêm desaparece. Outras permanecem por muito tempo, gerando cada vez mais flores e frutos. Afinal elas foram feitas para essa finalidade, com esse objetivo.
Na nossa vida em comunidade, também existem flores e frutos. Cabe a nós desenvolvê-los ou deixá-los morrer.
Podemos aprender com algumas pessoas engajadas na luta com o objetivo em promover melhores condições de vida, orientando o povo a não perder a esperança em “plantar” as sementes de uma sociedade mais justa e igualitária. Elas sabem que este plantio não é fácil. Há muitas sementes a serem lançadas, muita terra a ser tratada e as pequenas plantas a serem cuidadas. “Não é cruzando os braços que poderemos um dia viver as esperanças de uma vida melhor. A esperança é o equilíbrio psicológico que nos proporciona continuar lutando por nossos ideais.” Essa luta se inicia lá onde nos encontramos, com quem convivemos dia-a-dia. Não deixemos a plantinha morrer. Ela pode ser pequena, precisando de muitos cuidados, pode ser grande, havendo necessidade de ser podada para se desenvolver melhor. O plantio pode iniciar mesmo no meio das ervas daninhas. Juntando a paciência e a persistência de quem planta, aliada à confiança no Senhor Provedor das chuvas e do sol, é possível, a partir dessa luta e desse trabalho, participar da alegria e satisfação de se fazer parte do ciclo desencadeador da vida.
Não deixe a plantinha do amor e da justiça morrer. Deixe que ela floresça — não apenas no vaso, mas dentro de você. Porque quem cuida da vida, cultiva o futuro.
* Filósofo e teólogo – professor de filosofia, antropologia e história.
Professor da Rede Estadual de Educação
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