
Começou nesta semana a construção de um novo prédio para a Câmara Municipal de Assis Chateaubriand. As obras da fundação começaram em frente ao Teatro Municipal e tem previsão de término para o ano que vem. Esses detalhes e mais alguns quem me contou foi o presidente da Casa, vereador Osmar Rink, destacando que os recursos para a construção são das sobras da própria Câmara, na maioria.
Uma sala para cada vereador
Segundo Osmar, a nova casa terá um plenário maior, recepção e administração mais amplos. A novidade é que cada vereador, finalmente, terá uma sala exclusiva para despachar e atender seu eleitorado. Também está previsto um amplo estacionamento.
Até que enfim, acessibilidade!
Há muito tempo os vereadores são cobrados para a instalação de um elevador no atual prédio da Câmara. Era um dos grandes sonhos do vereador Dirceu de Paula. Ele me disse certa vez que não foi possível porque não havia viabilidade devido ao pouco espaço. Houve a tentativa de instalar um pequeno elevador na escadaria, mas não funcionou. Agora, num prédio todo térreo, é só fazer uma rampa.
Até o MP pediu acessibilidade
A cobrança de acessibilidade na Câmara foi até parar na Promotoria Pública em 2021. A 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Assis Chateaubriand expediu ao presidente do Legislativo e ao prefeito da época, recomendação administrativa com objetivo de assegurar condições plenas de acessibilidade às pessoas com deficiência no prédio da Câmara Municipal. O MP ainda pontou, naquela época, diversos itens da sede da Câmara que estavam em desconformidade com a legislação vigente quanto à acessibilidade, como a inexistência de vagas de estacionamento para idosos e pessoas com deficiência na via pública, pavimentação inadequada das calçadas, presença de degraus sem opção de rampa na porta de acesso e no plenário e falta de acessibilidade nos sanitários, entre outros. Finalmente, um novo prédio deve corrigir todos esses problemas,
Vereador terá assessor
Osmar Rinki me adiantou que está em estudo também a viabilidade de cada um dos vereadores contar com um assessor de gabinete. E pode isso? Sim, um vereador pode ter assessores. O número e a estrutura dos cargos de assessoria são definidos pela Lei Orgânica do Município e podem variar de cidade para cidade, segundo a Constituição Federal. Os assessores parlamentares auxiliam o vereador em suas atividades legislativas, administrativas e de representação. É o vereador que paga? Não! É o município. Nos municípios que não têm rachadinha é de grande ajuda no atendimento ao munícipe.
Alegria e orgulho
Osmar Rinki demonstra alegria e orgulho ao falar do início da construção do novo prédio. Com razão, pois, ele vive um momento importante em sua carreira política, ao poder presidir o Legislativo quando ocorre a realização de um sonho que todos os presidentes anteriores tiveram, o de construir um prédio que atendesse a população como ela merece ser atendida, com conforto, acessibilidade e praticidade em todos os atendimentos e sessões. Sem dúvida, Osmar vive um grande momento.
Vela boa pra defunto ruim
Não é de hoje que a grande imprensa cultua determinadas figuras, dando enormes destaques a elas, quando em realidade essas representam apenas um nicho pequeno de público. Muitas, ganham holofotes por figurarem em programas televisivos e jornais sem nenhuma expressão e só passam a ser conhecidas quando são destaques em noticiários que deveriam dar foco aos fatos relevantes, cujos quais muitos são relegados em segundo ou terceiro plano. Publiquei no meu site esta semana um artigo com uma reflexão detalhada desse assunto. Veja lá, em www.clovisdealmeida.com.br.
Balé assusta cidade
Religiosos e vereadores protestaram e censuram a apresentação de uma companhia de dança de São Paulo. O Balé da Cidade foi censurado no Festival de Dança de Joinville. O jornal Bravo! Informa que a comoção foi tanta por uma ala conservadora, que resultou em uma moção de repúdio aprovada pela Câmara Municipal de Joinville na segunda-feira (28), proposta pelo vereador Brandel Junior (PL).
Vereadores arrepiaram
Segundo Brandel, a coreografia causou “perplexidade e indignação” em parte da plateia, que teria deixado o local antes do término do espetáculo e o também vereador Pastor Ascendino Batista (PSD) reforçou a crítica, afirmando que o público cristão se sentiu ofendido pela apresentação.
É um balé de suspense
Segundo o Balé São Paulo, “a coreografia é carregada de complexidade e navega entre a melancolia e a adrenalina, num ambiente sonoro que atravessa o erudito e o eletrônico. A proposta do espetáculo é investigar as potências do corpo contemporâneo e suas conexões com a cidade, o som e o tempo presente”. Então tá!
É o diabo?
Pessoas mais conservadoras que viram o espetáculo disseram ser coisa do demônio.
Eu vi um vídeo promocional do balé. É só uma dança com bailarinos vestidos de zumbi. Acho que o que assustou o povo foi a trilha sonora de suspense, contendo uivos, gritos, sussurros e grunhidos que lembram o som do capeta nos filmes de possessão demoníaca. Porém, cada um compara o diabo que vê na frente com os próprios demônios que carrega.



