A publicitária brasileira Juliana Marins, de 26 anos, sofreu uma queda grave enquanto fazia uma trilha no Monte Rinjani, o segundo vulcão mais alto da Indonésia, na noite de sexta-feira, 20 de junho de 2025 (horário de Brasília). Juliana participava de um passeio de três dias pelo vulcão, mas teria se separado do grupo após relatar cansaço; o guia recomendou que ela descansasse e depois reencontrasse o grupo, mas ao retornar uma hora depois, ele a encontrou caída cerca de 300 metros abaixo do caminho da trilha, presa em um penhasco rochoso e imóvel.

Desde o acidente, as equipes de resgate enfrentam grandes dificuldades para alcançar Juliana, devido ao terreno acidentado, à altitude elevada, ao mau tempo, neblina intensa e chuva, que reduzem a visibilidade e impedem operações noturnas. A jovem foi localizada visualmente por drone, mas permanece no local de difícil acesso, sem água, comida ou agasalho, o que preocupa sua família, que denuncia lentidão e falta de informações claras por parte das autoridades locais e da empresa de turismo responsável pelo passeio.
Juliana estava em um mochilão pela Ásia desde fevereiro, passando por Filipinas, Vietnã e Tailândia antes de chegar à Indonésia. Ela é natural de Niterói (RJ), formada em Comunicação pela UFRJ, e tinha experiência profissional em grandes empresas de mídia no Brasil. A família mantém um perfil nas redes sociais para atualizar sobre o caso e pedir ajuda, enquanto as buscas continuam suspensas em momentos por causa do clima adverso. A situação segue delicada e o resgate depende da melhora das condições climáticas para que as equipes possam avançar com segurança até o local onde Juliana está presa.
MAIS DETALHES
JULIANA MARINS ESTAVA EM UM MOCHILÃO PELA ÁSIA E CAIU DURANTE UMA TRILHA AO VULCÃO RINJANI. AINDA NÃO SE SABE COMO FOI A QUEDA, MAS ELA ROLOU, INICIALMENTE, POR CERCA DE 300 METROS.
A publicitária brasileira Juliana Marins, de 26 anos, sofreu uma queda enquanto fazia uma trilha no Monte Rinjani, o segundo vulcão mais alto da Indonésia, na noite de sexta-feira (20), horário de Brasília. Até a última atualização desta reportagem, ela ainda não tinha sido resgatada. Desde fevereiro, ela fazia um mochilão pela Ásia. Ela passou por Filipinas, Vietnã e Tailândia antes de chegar à Indonésia.

A jovem participava de um passeio de três dias pelo vulcão, mas teria se separado do grupo após relatar cansaço, segundo familiares e a imprensa local. As buscas enfrentam obstáculos como o terreno difícil, o mau tempo e a baixa visibilidade causada por neblina e chuva.
VEJA ABAIXO O QUE SE SABE ATÉ AGORA E O QUE FALTA ESCLARECER SOBRE O CASO.
COMO FOI A QUEDA?
Ainda não se sabe como Juliana caiu, mas de acordo com informações recebidas pela família de uma turista que estava na trilha, a jovem reclamou de cansaço, e o guia disse para ela parar no caminho para descansar e depois reencontrar o grupo. Ele teria retornado 1 hora depois ao suspeitar da demora dela e visto que ela tinha caído por cerca de 300 metros em um precipício.

Mapa mostra onde Juliana caiu’ — Foto: Reprodução/TV Globo
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TURISTAS FIZERAM IMAGENS COM DRONE
Cerca de 3 horas depois da queda, turistas espanhóis que passavam pelo local ajudaram a localizar Juliana com um drone. Eles fizeram as primeiras imagens do acidente e ajudaram a encontrar a família dela, que está no Brasil. Ao perguntar o nome dela, eles procuraram os parentes nas redes sociais e avisaram que ela aguardava resgate havia horas. O resgate já tinha sido chamado pelo guia, antes da chegada dos turistas. Ponto turístico é um dos mais visitados, mas perigoso

Parque Monte Rinjani — Foto: Reprodução/Tripadvisor
O Parque Nacional do Monte Rinjani fica na Ilha de Lombok, na Província de Sonda Ocidental, é um dos mais visitados da Indonésia, mas tem a trilha mais difícil do país. O percurso dura no mínimo 2 dias e 1 uma noite, e os caminhos são escorregadios. Há também muita poeira, o que prejudica ainda mais tanto a visibilidade quanto a firmeza da trilha. O local onde Juliana caiu e é de difícil acesso, íngreme e tem enfrentado adversidades climáticas, como chuva, intenso nevoeiro e frio.
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COMO ESTÁ SENDO TENTATIVA DE RESGATE
As tentativas de resgate já duram 3 dias. As operações estão sendo afetadas por causa do clima e interrompidas antes de anoitecer. Nesta segunda-feira (23), a previsão era de que o resgate só seria retomado na manhã de terça (24). Essas são as informações do resgate do governo da Indonésia.

Jovem Juliana Marins, 26 anos, caiu em trilha na Indonésia — Foto: Redes sociais
Por conta própria, dois alpinistas experientes se juntaram, nesta manhã, à equipe que tenta resgatar a brasileira. Nas redes sociais, eles afirmaram que continuariam mesmo de noite e não recuariam antes de encontrar a jovem. No primeiro dia, o resgate inicial não tinha corda suficiente para chegar aonde ela estava. Depois, eles esperaram por mais de 10 horas por montanhistas que seriam capazes de descer até o local da queda, saindo da trilha.
“Não temos a informação se eles conseguirão dar continuidade ao resgate durante a noite, mas sabemos que há um bom reforço com equipamentos específicos para acompanhar a equipe que já está no local”, informou o perfil @resgatejulianamarins, criado por parentes e único canal oficial de atualizações.

Jovem Juliana Marins, 26 anos, caiu em trilha na Indonésia — Foto: Redes sociais
DESAPARECIDA POR MAIS DE UM DIA
No sábado (21), em horário de Brasília, tinha sido informado que por conta de uma intensa neblina, chuva e com o cair do dia não estavam mais vendo a jovem. Depois que clareou, eles não encontraram Juliana no ponto onde ela estava antes — cerca de 300 metros desfiladeiro abaixo.
Nesta segunda, a família recebeu a informação de que encontraram visualmente Juliana, mas que ela estava imóvel e que ainda não tinham conseguido alcançar o ponto onde ela se encontrava, quase 600 metros abaixo da trilha. Ou seja, ela escorregou por mais 300 metros depois de cair.
DRONE TÉRMICO
O governo da Indonésia passou a usar drone térmico na operação de busca enquanto Juliana ainda estava desaparecida. O equipamento capta o calor do corpo para tentar localizar a pessoa. Há a expectativa de que usem helicóptero na próxima tentativa de resgate.

Mapa mostra onde Juliana caiu — Foto: Infografia: Dhara Pereira/g1
INFORMAÇÃO DESENCONTRADA
A família da brasileira negou neste domingo (22) informações divulgadas por autoridades indonésias e até pela Embaixada do Brasil em Jacarta de que a jovem teria recebido comida, água e agasalho. “Recebemos, com muita preocupação e apreensão, que não é verdadeira a informação de que a equipe de resgate levou comida, água e agasalho para a Juliana. A informação que temos é que até agora não conseguiram chegar até ela, pois as cordas não tinham tamanho suficiente, além da baixa visibilidade”, afirmou Mariana, que está no Brasil.
DRONE FLAGRA BRASILEIRA QUE CAIU EM TRILHA NA INDONÉSIA
A irmã também denunciou que vídeos divulgados como sendo do momento do resgate foram forjados. “Todos os vídeos que foram feitos são mentiras, inclusive o do resgate chegando nela. O vídeo foi forjado para parecer isso, junto com essa mensagem associada a ele”, disse Mariana. O embaixador do Brasil na Indonésia admitiu, em ligação registrada pelo Fantástico, que repassou informações incorretas no início, com base em relatos imprecisos das autoridades locais.
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ATENÇÃO: Logo após a postagem desta matéria, e, diga-se de passagem, com muito otimismo e esperança, veio a triste notícia de que ela não resistiu, a encontraram sem vida, muito mais abaixo dos 300 metros iniciais. Que Deus em sua infinita bondade a tenha no Paraíso celestial e que dê conforto aos corações da família e de todos que com ela conviveram!



