Cleicimar da Silva Marques concedeu entrevista ao Programa EPC e contou, na tarde desta sexta-feira (9), a versão sobre o parto demorado do filho que terminou com a morte do recém-nascido. A mãe relatou negligência dos profissionais de saúde, ferimentos causados na cabeça do bebê e o posicionamento da equipe médica.
VEJA A ENTREVISTA ABAIXO:
https://videos.catve.com/videos/2025/05/09/681e8cd1e0221.mp4?76340
“Eles alegaram que o Davi ficou sem oxigênio no cérebro e, depois, eles alegaram a questão do pulmão e a questão do coração. Por falta de oxigênio, pulmão e coração foram afetados, mas ele era perfeito nos exames e no ultrassom”, detalha Cleicimar. “No nosso entendimento de pai e mãe, eles maquiaram e fizeram um teatro porque eles viram que a situação realmente ficou muito grave por conta da demora, por conta da negligência de uma cesárea”, complementa a mãe.
Na avaliação da gestante, os profissionais poderiam ter feito a cesárea. Os pais chegaram a solicitar o procedimento pelo menos duas vezes, mas tiveram os pedidos negados em ambas as ocasiões.
Antes do procedimento, a mãe conta que estava na cama sentindo contrações. Depois de fazer força durante o parto, uma profissional estourou a bolsa. Nesse momento, ela começou a sentir o ‘círculo de fogo’ — sensação intensa de calor e pressão que algumas gestantes sentem quando a cabeça do bebê está prestes a nascer, no momento da coroação.
FAMÍLIA DENUNCIA NEGLIGÊNCIA NO PARTO
Segundo o pai, Matheus Guilherme de Bona, a gestante Cleicimar deu entrada no hospital às 5h da manhã. O primeiro comprimido para indução do parto só foi administrado por volta das 11h. Às 14h, foi aplicada uma segunda dose. No fim da tarde, Cleicimar começou a sentir fortes dores, e o pai pediu pela cesárea, mas o pedido foi negado.




