sábado, 7 março, 2026
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Mentes pequenas falam da vida alheia



Nada é tão perigoso como falar a torto e a direito sobre o próximo. Há perigo de maledicência e mesmo de calúnia. A paz de muitos lares, a união de corações pode ser quebrada por palavras desastrosamente lançadas em confidências e passadas de boca em boca, assumindo a cada passo nova virulência.

É interessante observar a Bíblia usada por muitos cristãos, infelizmente não são respeitados seus princípios  que afirmam nas palavras de São Tiago 3.8: “Ora, a língua é fogo; é mundo de iniquidade; a língua está situada entre os membros de nosso corpo, e contamina o corpo inteiro, e não só põe em chamas toda a carreira da existência humana, como também é posta ela mesma em chamas pelo inferno”. Numa outra mensagem o mesmo São Tiago no Capitulo 18 afirma: “Quem não comete falta no falar está bem próximo de ser homem perfeito”.

Recentemente, uma mensagem escrita por Henry Thomas Buckle que defende a seguinte tese: “Grandes mentes discutem ideias, mentes medianas discutem eventos, mentes pequenas discutem pessoas”. Amigo leitor, os textos citados nos ensinam que devemos aprender: “a não sentar-se à mesa onde se fala mal dos outros; pois quando você se levanta, você vira o assunto.”

A calúnia é como a moeda falsa. Muitos dos que não a teriam emitido a fazem circular sem escrúpulos, acrescentando-lhe, até alguma coisa.

É fácil desfigurar o pensamento alheio, ainda que apenas destacando o texto do contexto. Não é difícil fazer perguntas insi­diosas, alusões pérfidas, reticências hipócritas, assumir atitudes escandalizadas, ou espantos de candura comovedora: “Como, você não sabia? Você ignorava isso? Sabe o que acabam de me contar de você? etc … e, tudo isso, sob a capa da caridade e de religião.

Percebemos que as pessoas difamadoras são aquelas que espalham calúnias, mentiras ou falsidades sobre outras, com o objetivo de prejudicar sua reputação. Esse comportamento é tóxico e, em muitos casos, pode até ter consequências legais.  Pessoas difamadoras são em geral aquelas que espalham calúnias, mentiras ou falsidades sobre outras, com o objetivo de prejudicar sua reputação.

É fácil perceber as  características de um difamador: fazem fofoca maliciosa, fala sobre os outros de forma exagerada ou inventada. Tem muita  inveja ou rancor e muitas vezes, age por ciúme, raiva ou frustração. É pessoa cruel, ou seja, falta de empatia: não se importa com o sofrimento que causa. Outra característica básica deste elemento é a vitimização, ou seja, pode se fazer de vítima quando confrontado. E por último a manipulação: usa informações distorcidas para influenciar terceiros. 

Certamente você leitor esteja perguntando: como lidar com um difamador?  Uma atitude importante é: ignore – muitas vezes, eles querem atenção; não dê o que desejam. 

Outra atitude importante é o confronto direto (se seguro) – Pergunte com calma: “Por que você está espalhando isso?” Documente as provas – Se for grave (como difamação online ou no trabalho), guarde prints e testemunhas.  E por último busque apoio legal – em casos graves, a difamação é crime* (art. 139 do Código Penal brasileiro). 

* Filósofo e teólogo – professor de filosofia, antropologia e história.
Professor da Rede Estadual de Educação
pardinhorama@gmail.com

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