Nesta quarta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um pacote de tarifas comerciais recíprocas que afetará diversos países, incluindo o Brasil. A medida, que faz parte de uma estratégia protecionista, estabelece uma tarifa-base de 10% para produtos brasileiros importados pelos EUA. Essa taxa é considerada moderada em comparação com as tarifas impostas a outros países, como China e União Europeia, que enfrentam taxas de 34% e 20%, respectivamente.
Durante o anúncio, Trump destacou que as tarifas visam proteger a indústria americana e corrigir distorções comerciais. Ele afirmou que a medida estimulará a produção interna e criará empregos nos Estados Unidos. No entanto, economistas alertam para possíveis impactos negativos, como aumento de preços para consumidores americanos e tensões no comércio global.
O governo brasileiro, por sua vez, lamentou a decisão e afirmou que está avaliando todas as possibilidades de reação, incluindo medidas diplomáticas e a possibilidade de acionar a Organização Mundial do Comércio (OMC). Setores estratégicos da economia brasileira, como o agronegócio e a indústria siderúrgica, podem ser os mais afetados pela nova tarifa.
A medida entra em vigor nos próximos dias e promete ser um ponto de tensão nas relações comerciais entre os dois países. Enquanto isso, analistas avaliam que o Brasil pode encontrar oportunidades em outros mercados, especialmente se houver retaliações de grandes economias como China e Europa
Notícias R7
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