Safra brasileira de grãos será recorde com altas produtividades em regiões como na Bahia, Mato Grosso, Maranhão, Piauí, entre outros, mas de Mato Grosso do Sul para o Sul do país o cenário agrícola será diferente, segundo o presidente Executivo da Coamo, Airton Galinari, apontando para quebra na produção em função dos problemas climáticos ocorridos nas safras. Ele participou na manhã desta segunda-feira em Maringá, no evento “A hora da colheita”, promovido pela CBN Maringá, com a mediação do jornalista Cassiano Ribeiro, executivo da Revista Globo Rural, reunindo personalidades da agropecuária regional em vários segmentos do cooperativismo.
“Na região da Coamo com 76 municípios temos de tudo, onde por exemplo teremos quebra de 50% na produção da região de Amambai, no Mato Grosso do Sul, e de Pitanga para baixo, do Centro, Centro-Sul, Sul do Paraná e em Santa Catarina, a produção será normal e muitos produtores colhem acima das 200 sacas por alqueire. No geral, estimamos uma redução de 15% na produção da safra na região da Coamo”, informa o presidente Executivo da Coamo. No caso do milho, ele acrescenta que as lavouras necessitam de chuvas, que estavam previstas, mas ainda não chegaram. “Esperamos pela chuva, e se vier esta semana vai salvar muito milho, que está no limite da tolerância de escassez hídrica.”
Com relação aos investimentos, Galinari informou dos investimentos da Coamo nas indústrias de etanol de milho e no biocombustível com biodiesel. “Essa revolução do biocombustível vai ajudar muito o Brasil a estabilizar os preços no mercado interno. “A Coamo aprovou nos últimos dois anos investimento de R$ 5 bilhões e sempre se capitalizou e está atenta as necessidades da modernidade das nossas instalações em nossas 120 unidades, principalmente em face da necessidade da automatização das operações em função da falta de mão de obra. Estamos acompanhando a evolução nas operações, que exige investimento orgânico nas unidades, porque o agro não pode parar e a Coamo também não”, considera Airton Galinari.